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Obama foi o pior presidente para a paz entre israelenses e palestinos?

gustavochacra

03 de julho de 2012 | 16h18

no twitter @gugachacra

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Aqui, comentário meu na Globo News sobre as sanções ao Irã

Mitt Romney visitará Israel nas próximas semanas, onde se reunirá com o premiê Benjamin Netanyahu, com quem trabalhou junto em Boston, o presidente Shimon Peres e o premiê palestino, Salam Fayyad. Antes de se mudar para a Casa Branca, Barack Obama também esteve em Jerusalém. Mas não voltou mais com o título de presidente dos Estados Unidos. Uma pena.

Na história recente americana, nenhum presidente fez tão pouco pela paz entre israelenses e palestinos como Obama. Simplesmente, as negociações não avançaram nada. Sei que muitos culparão Israel e a Palestina pelo fracasso. Mas eu discordo desta visão.

George Bush, o pai, forçou os líderes destes dois povos a sentarem para conversar. Bill Clinton conseguiu implementar os Acordos de Oslo. Mesmo Bush, o filho, em meio à violência da Intifada, tentou uma saída com as negociações de Aqaba e Anápolis.

Obama, por sua vez, nada acrescentou. Tinha duas lideranças moderadas em Jerusalém e Ramallah. De um lado, Netanyahu. Pode ter seus defeitos e liderar uma coalizão conservadora. Mas congelou a construção dos assentamentos, algo que nenhum antecessor havia feito. Nem mesmo o idolatrado Shimon Peres, que também pode ser chamado de rei dos assentamentos. Mais importante, o atual premiê praticamente manteve a paz nas suas fronteiras com Gaza, Cisjordânia e Líbano – mais uma vez, Peres lançou bombardeio que matou mais de cem pessoas em Qana, sendo quase todas mulheres e crianças.

No lado palestino, temos Mahmoud Abbas e Salam Fayyad. Convenhamos, duas figuras infinitamente mais fáceis de lidar do que o confuso Yasser Arafat. O premiê palestino, inclusive, estudou na Universidade do Texas, conhece os EUA e genuinamente quer a paz.

Se houvesse um estadista nos EUA, que fosse até Jerusalém e Ramallah, a história seria diferente, tenham certeza.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios