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Obama fracassou no Afeganistão – e também no Irã, Iraque, Palestina, Egito, Brasil…

gustavochacra

15 de abril de 2012 | 14h13

 no twitter @gugachacra

A Guerra do Afeganistão pode ter começado com George W. Bush, mas este a relegou a um segundo plano desde 2003, quando invadiu o Iraque. Seis anos mais tarde, Barack Obama, seu sucessor, transformou o conflito afegão em uma prioridade. Hoje, vemos que sairá derrotado, assim como os soviéticos e os britânicos no passado.

Os múltiplos ataques em Cabul deixam claro que a estratégia de Obama para o Afeganistão, que nada mais foi do que uma cópia mal feita do surge de Bush no Iraque, teve um resultado negativo nestes três últimos anos. O Taleban ainda está forte (mais do que nos tempos de Bush), o Afeganistão é menos democrático do que três anos atrás e permanece longe da estabilidade.

O tão chamado sucesso de Obama em política externa pode ser resumido à ação para matar Bin Laden no Paquistão – sucesso não dele, mas dos SEALs. Palestinos e israelenses não avançaram um centímetro em relação aos anos de Bush, o Iraque se aproximou do Irã, o regime de Teerã não abandonou o seu programa nuclear, ditadores aliados como Mubarak e Kadafi foram derrubados (com a sua ajuda), ditadores inimigos como Assad permanecem firmes no poder, a Rússia e a China não o respeitam e ele não respeita o Brasil – aliás, ele é o presidente na história recente que menos bola deu para a América Latina e um dos raros que nunca se interessou em saber um pouco de espanhol (Bush era fluente).

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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