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Obama não cumpriu promessa de reduzir desemprego

gustavochacra

02 de novembro de 2012 | 13h08

Eleições nos EUA 2012

Alguns assuntos provocam divergências. Por exemplo, é necessária uma intervenção na Síria? As pessoas devem ter o direito ao aborto? O sistema de saúde deve ser universal e público ou privado? Outros, porém, são um consenso. O desemprego deve ser baixo e republicanos, democratas e independentes concordam neste ponto. A diferença está em como atingir esta meta.

Barack Obama, sem dúvida, herdou uma das maiores crises financeiras da história americana. Para resolvê-la, teve o Congresso dois anos na mão e programas de estímulo. Hoje, a taxa de desemprego permanece em 7,9% e seria cerca de 11% se a População Economicamente Ativa fosse a mesma de 2007.

Alguns defensores do presidente argumentam que poderia ter sido ainda pior. Outros dizem que demora até voltar ao normal. Eu acho isso um chute. Não tem como saber se apenas as políticas de Obama foram implementadas, não as outras alternativas. Talvez estas pudessem ser melhores. Por este motivo, metade dos Estados Unidos apóia Mitt Romney. Além disso, Obama prometeu reduzir o desemprego para baixo de 5%. Não conseguiu.

Claro, alguns dirão que é o retorno aos anos de George W. Bush. Não é. Bush gastava como Obama. Romney quer manter os impostos baixos, assim como reduzir o tamanho do Estado, gastando menos. É diferente. Ele acredita que a iniciativa privada, e não o governo, cria empregos. Os políticos devem apenas sair do caminho dos empresários.

Aliás, o novo cabo eleitoral de Obama, Michael Bloomberg, foi muito claro ontem em sua declaração de apoio, criticando duramente o presidente por ter adotado um agenda populista que busca distribuir riqueza em vez de criá-la. Isto é, em economia, discorda do atual ocupante da Casa Branca.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade ColumbiaTambém é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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