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Obama parece ser uma “estrela do rock” em decadência

gustavochacra

30 de abril de 2012 | 12h39

Eleições nos EUA 2012

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Os tempos de estrela de rock de Barack Obama ficaram no passado, quando o atual presidente emergia como o símbolo de mudança da geração dos millennials, como é denominada juventude da primeira década do século 21. Ao longo dos três anos na Casa Branca, sua popularidade entre os jovens despencou, apesar de ainda superar a dos seus rivais republicanos.

Pesquisa realizada pela Universidade Harvard com jovens entre 18 e 30 anos indica que Obama ainda seria o vencedor nesta faixa etária. Mas a margem seria bem inferior à conquistada quatro anos atrás, quando o presidente derrotou o republicano John McCain.

O atual presidente possui 43% das intenções de voto dos jovens com menos de 30 anos, contra 26% de Mitt Romney, provável candidato republicano. Esta diferença equivale à metade da vantagem que Obama teve contra McCain, de 34 pontos percentuais, em 2008.

Na faixa de 18 a 24 anos, que engloba os atuais estudantes universitários e os recém formandos, a distância do presidente para o rival republicano é ainda menor, de 12 pontos percentuais, segundo o levantamento realizado por Harvard e publicado na semana passada.

Justamente entre os americanos formados em universidade com menos de 25 anos, a taxa de desemprego atinge um de seus patamares mais elevados. Menos da metade possui trabalho em tempo integral, em um agravamento da situação quando comparado aos anos de George W. Bush.

A campanha de Obama demonstra preocupação com estes dados e já intensificou os esforços para não perder o apoio dos jovens. Sem eles, o presidente enfrentaria mais dificuldades para vencer em alguns swing states, como a Carolina do Norte e a Virginia, onde não há predomínio democrata ou republicano.

No centro do debate, estão as enormes dívidas dos estudantes quando estes se graduam. Nos EUA, é comum os jovens pegarem empréstimos para pagar as anuidades das universidades, que muitas vezes ultrapassam os US$ 40 mil. O valor, de 3,4%, pode dobrar se não for prorrogada uma lei que vence em julho.

Em discurso para estudantes na Carolina do Norte, o presidente afirmou ter “sentido na própria pele” o peso de se formar com dívidas e aproveitou para alfinetar Romney, que não precisou se endividar para pagar a faculdade, o MBA e a Escola de direito em Harvard – todos os custos foram bancados pelo seu pai, um executivo e ex-governador de Michigan.

Obama também deu uma entrevista para a revista Rolling Stone e fez piadas no programa de Jimmy Fallon, na NBC, voltado para o público mais jovem.

Romney, por sua vez, está organizando uma ampla operação nas redes sociais. Seus cinco filhos jovens devem integrar uma força tarefa com o objetivo de mostrar aos jovens como o republicano pode solucionar o problema da dívida estudantil que, junto com a economia, é a maior preocupação da atual geração.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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