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ONU acusa Israel, Líbano tem o seu Madoff e Del Potro dá show em Nova York

gustavochacra

16 de setembro de 2009 | 14h06

ONU, Israel e Hamas

Conforme escrevi em reportagem hoje na edição impressa do Estado, a ONU acusou Israel e o grupo palestino Hamas de cometerem graves crimes de guerra e desrespeitarem leis internacionais durante o conflito em Gaza no fim do ano passado e início deste. De acordo com relatório da entidade publicado ontem, estas ações podem se configurar em crimes contra a humanidade. Se os israelenses e as autoridades palestinas não atuarem para investigar os acusações, os casos poderão ser levados para o Tribunal Penal Internacional em Haia.

Israel já rejeitou o relatório do juiz sulafricano Richard Goldstone, que participou das investigações de crimes em Ruanda e na ex-Iugoslávia.

Hezbollah

E os libaneses também tem o seu Madoff. Ele se chama Salah Ezzedine e comandava um esquema bilionário de pirâmide. Até o Hezbollah perdeu dinheiro investindo com este editor de publicações religiosas em áreas xiitas de Beirute. Ainda não dá para ter a dimensão de quanto a organização libanesa perdeu

Del Potro

Nada a ver com os assuntos acima, mas sentei no box ao lado do irmão, do técnico e do agente do Del Potro na final do US Open nesta segunda. Tudo graças a um ingresso que ganhei de presente da minha amiga Carol – ela deixou de ir ao jogo para eu poder ir no seu lugar, na primeira fileira no fundo da quadra. Sei que sou brasileiro, mas admiro muito a Argentina, onde morei. Não é à toa que não perco nunca o blog do Ariel Palacios.

Nós brasileiros temos o costume de nos acharmos especiais. Realmente somos. Mas outros povos também dão espetáculo. Tivemos o Guga Kuerten e a Maria Esther Bueno. Eles foram mais longe e possuíram o Guillermo Villas, o Gaudio e a bela Gabriela Sabatini. Agora, chegou a vez do Del Potro. Nossa torcida empolgava os franceses com os gritos de “Guga” em Roland Garros. Já na quadra Arthur Ashe, no Queens, os americanos começaram com os gritos de “Let’s go Roger”, em referência ao suiço Federer. Bem ao estilo da torcida do Yankees. Mas, devagar, de diversos cantos da gigantesca quadra, os argentinos e este brasileiro começaram a gritar “Ole, ole, ole, Delpo, Delpo”, como se estivéssemos no estádio do Racing. No fim do jogo, até os americanos cantavam juntos “Argentina, Argentina”, com o “g” soando como um “r” bem puxado. Para completar, ainda colocaram uma música do Rodrigo Bueno sobre o Maradona

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