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Para conservadores republicanos, uma das raras qualidades de Obama é ser monoglota

gustavochacra

24 de janeiro de 2012 | 12h53

Eleições nos EUA 2012 

no twitter @gugachacra

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Ser monoglota é um dos raros atributos de Barack Obama para muitos republicanos, que defenderam em debate ontem a transformação da língua inglesa na oficial dos EUA. Apesar de arranhar algumas palavra em indonésio (bahasa), o ocupante da Casa Branca consegue se expressar apenas em inglês. Seu espanhol não poderia sequer ser classificado como básico em uma escola de línguas.

Nas primárias republicanas, candidatos poliglotas e que viveram em outros países têm sido alvo de ataques justamente por possuírem estas características, em um contraste com o que acontece na maior parte dos outros países.

Fluente em chinês (mandarin), o ex-pré-candidato Jon Huntsman chegou a ser acusado por simpatizantes do libertário Ron Paul de servir aos “os interesses da China”, onde foi embaixador, e não dos EUA. Comerciais mostraram de forma pejorativa imagens dele se expressando na língua dos rivais econômicos americanos.

Mitt Romney, favorito na disputa republicana, também sofreu ataques por ser fluente em outro idioma. A campanha de Newt Gingrich, um de seus mais fortes concorrentes, exibiu há pouco mais de uma semana uma propaganda com uma série de críticas ao ex-governador de Massachusetts que termina com a frase “e ele fala francês”, como se isso fosse um defeito.

No passado, os EUA tiveram presidentes poliglotas. John Adams sabia grego, latim e hebraico. Thomas Jefferson lia em árabe. Uma série de ocupantes da Casa Branca conhecia outros idiomas no século 19.

Mais recentemente, nenhum presidente tinha a desenvoltura de Romney e Huntsman em outras línguas. Bill Clinton conseguia conversar em alemão, enquanto George W. Bush e Jimmy Carter eram capazes de se expressar, cometendo muitos erros gramaticais, em espanhol.

Obama, por sua vez, teve a oportunidade de aprender outros idiomas enquanto estudou na ciência política na Columbia e, posteriormente, na Escola de Direito de Harvard. Estas duas universidades oferecem dezenas de cursos de línguas estrangeiras que já estão incluídos na anuidade. Além disso, o presidente viveu em uma área porto-riquenha de Nova York, mas nem assim ele aprendeu espanhol.

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Mais uma vez, desculpem os problemas

abs

Guga

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


 

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