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Para desespero de Obama, Romney volta a se fortalecer como provável rival em novembro

gustavochacra

29 de fevereiro de 2012 | 02h07

Eleições nos EUA 2012

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O candidato sério venceu as duas primárias nesta terça-feira em Michigan e no Arizona. Mitt Romney, com dois diplomas de Harvard (um em direito e um MBA), uma administração elogiada no governo de Massachusetts e uma carreira invejável como CEO da Bain Capital, um dos mais bem sucedidos fundos de Private Equity da história, o colocam como o mais preparado republicano para enfrentar Barack Obama nas eleições presidenciais em novembro.

No Brasil, infelizmente, ainda existe um preconceito em tentar observar com seriedade os candidatos republicanos e especialmente o provável rival de Obama. Para complicar, o presidente americano é idolatrado por supostas qualidades que nem mesmo os seus mais árduos simpatizantes nos EUA acreditam atualmente.

Romney é sério e preparado, como escrevi acima. E, além dele, também há o libertário Ron Paul, que está à frente do nosso tempo. Nem mesmo os EUA amadureceram para este senhor que seria o presidente do futuro. Ao mesmo tempo, há dois candidatos extremamente fracos. Rick Santorum, um homofóbico que muitas vezes parece falar como um líder saudita (apesar de ser islamofóbico), ainda tem contra ele posições na área fiscal bem distantes das de um verdadeiro conservador na economia. Newt Gingrich parece uma gozação, lembrando aqueles políticos de novela.

Diante deste cenário, com um candidato extremista cristão (Santorum), um populista (Gingrich) e um que infelizmente tem idéias muito avançadas para a nossa época (Paul), Romney se aproxima cada vez mais da nomeação. Claro, tudo pode mudar na semana que vem, na Super Tuesday. A primária de Ohio será um divisor de águas. Romney precisa vencer neste Estado. Mas cada vez parece mais difícil imaginar como a campanha do ex-governador de Massachusetts perderia esta disputa.

Não tem jeito, apesar de Obama e os democratas desejarem um adversário como Santorum, tudo parece rumar para Romney ser o rival do presidente. Para os americanos, será o melhor cenário, com dois candidatos sérios, mas com posições políticas distintas.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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