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Para se vingar de Israel, Hezbollah paga palestinos para cometerem atentados

gustavochacra

25 de novembro de 2008 | 13h50

Houve uma época em que os atentados terroristas tinham causas nobres, ainda que resultassem na morte de milhares de inocentes. Agora, os ataques são motivados por dinheiro e vingança.

Segundo reportagem do diário israelense “Jerusalem Post”, a organização xiita libanesa Hezbollah pretende pagar grupos palestinos para que estes realizem atentados terroristas como vingança pela morte de Imad Mughnyieh, morto em explosão de carro-bomba em Damasco no início deste ano. Comandante militar do Hezbollah, Mughnyieh era um dos mais conhecidos terroristas do mundo. Até o 11 de Setembro, era acusado de ser o homem que mais matou americanos. Não se sabe quem o assassinou. Oficialmente, o Hezbollah acusa Israel, mas em Beirute circula a versão de que os próprios sírios poderiam estar por trás do ataque.

É triste saber que o Hezbollah e os grupos palestinos agora tenham transformado a sua luta em uma guerra mafiosa. O Hezbollah não quer atacar Israel para que os israelenses desocupem as Fazendas de Shebaa, no sul do Líbano. Quer atacar Israel para se vingar da morte de um de seus líderes e para aumentar o seu poder. Os grupos palestinos não cometerão o atentado para que seja criado um Estado palestino. O ataque terrorista ocorrerá porque eles foram pagos. Igual à Máfia. O Hezbollah e alguns grupos palestinos têm desvirtuado a causa palestina e libanesa. Aos poucos, se tornam verdadeiras organizações criminosas, que vivem do dinheiro do tráfico de armas e – acreditem – da ocupação israelense. Assim como o líder iraniano Mahmoud Ahmedinejad, torceram para que John McCain vencesse as eleições americanas. Eles não querem paz.

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