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Por que a melhora da economia dos EUA não ajudou os democratas?

gustavochacra

05 Novembro 2014 | 11h58

Nos EUA, o PIB cresceu a um ritmo de 3,5% nos terceiro trimestre e 4,6% no segundo (houve queda no primeiro devido ao forte inverno). O índice de desemprego está abaixo de 6% depois de mais de cinco anos bem acima deste patamar, chegando a atingir 10%. A inflação segue controlada, inferior a 2% ao ano, com uma taxa de juros próxima do zero. Tudo isso após maior recessão americana em sete décadas. Estes resultados, porém, foram insuficientes para os democratas, que perderam as eleições ontem.

Os republicanos, que antes controlavam apenas a Câmara dos Deputados, agora passam a ter nas mãos também o Senado, depois de oito anos como minoria, após a vitória de ontem nas eleições para o Congresso nos EUA. Comentei o resultado em outro post e voltarei a falar do tema ainda hoje.

No Brasil, por outro lado, a presidente Dilma Rousseff foi reeleita apesar de a inflação estar alta, no teto da meta, e a economia praticamente em recessão. A taxa de juros é uma das mais altas do mundo. Sob controle, por enquanto, apenas o índice de desemprego.

Diante destes dados, dá para afirmar que a economia não pesa mais nas decisões dos eleitores? Na minha visão, pesa bastante. E depende muito da sensação econômica das pessoas e também das diferenças no ritmo do crescimento do PIB e no desemprego em diferentes áreas do país.

Além disso, como demonstrei no post anterior, as eleições para o Congresso são distintas do formato das eleições presidenciais nos EUA. Uma vitória nas “midterm elections” de forma alguma representa uma probabilidade maior de vitória nas eleições presidenciais. A estratégia republicana foi muito boa (explicarei em outro post).

Mais tarde, escreverei outros posts comentando as eleições.

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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