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Por que a Rússia ajuda os EUA na questão nuclear do Irã?

gustavochacra

10 de abril de 2014 | 17h42

Dia 24 de Abril, a data que marca 99 anos do Genocídio Armênio. Lamentavelmente, o Brasil ainda não reconhece

Quando um assunto não virá notícia, é porque algo está indo bem. Este seria o caso das negociações envolvendo o programa nuclear do Irã com o Sexteto, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Grã Bretanha), mais a Alemanha. Pode até não dar certo no futuro. Mas, por enquanto, segue firme. Verdade, não ouvimos falar de avanços, embora estes tenham ocorrido numa dimensão normal para esta etapa das conversas. O próximo encontro será em maio e, em teoria, o acordo deveria ser assinado até julho, com a opção de ser prorrogado por seis meses. Caso houvesse problemas, ficaríamos sabendo.

A Rússia, apesar da crise na Ucrânia, tem colaborado com os EUA. Na verdade, os russos vendem tecnologia para o Irã, mas não querem os iranianos com armamentos nucleares. O motivo é simples – o regime de Teerã pode ser um bom cliente e aliado em temas pontuais, como na Síria. Mas a Rússia não quer mais uma nação, especialmente uma próxima, com armas atômicas. Já basta Índia, Paquistão, China e Coreia do Norte.

Para completar, a aliança com Israel é mais importante para Moscou do que a com Teerã. O presidente Vladimir Putin não entraria em atrito com seus parceiros na administração de Benjamin Netanyahu. Pode parecer confuso, mas russos e israelenses se dão muito bem e, em alguns casos, falam literalmente a mesma língua. Isto é, as desavenças de Putin com Obama, supostamente aliado de Israel, e sua aliança com Assad, supostamente inimigo de Israel, não significa que Putin não goste de Netanyahu – os dois se dão muito bem e se respeitam.

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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