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Por que é enorme a chance de atentado na Euro na França?

gustavochacra

09 Junho 2016 | 18h29

Não foi surpresa o atentado terrorista em Tel Aviv. Foi apenas mais um de uma onda de ataques que vem ocorrendo nos últimos meses, embora este tenha sido mais elaborado do que os anteriores. Tampouco surpreendeu o ato terrorista em Istambul. A Turquia vem sendo alvo de atentados cometidos pelo grupo curdo PKK e pelo ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh. O mesmo vale para o Iraque, que tem enfrentado uma série de gigantescos atentados do ISIS em Bagdá. Mas seria uma surpresa caso ocorresse um atentado terrorista aqui nos Estados Unidos ou no Japão, por exemplo.

A França, até um tempo atrás, estava como os Estados Unidos. Um atentado terrorista no país seria de uma certa forma uma surpresa, como foi no Charlie Hebdo. Depois do ano passado, no entanto, Paris se tornou um alvo claro dos atentados. Ficou mais próxima de Tel Aviv e Istambul do que de San Francisco ou Tóquio.

Por este motivo, a probabilidade de um atentado terrorista durante a Eurocopa de futebol é enorme. Sei que as autoridades francesas farão o possível para impedir. Mas eles próprios admitem que o risco é elevado. Primeiro porque ações de lobos solitários são difíceis de prever. Em segundo lugar, porque o ISIS está apanhando feio na Siria e no Iraque e tentará usar um atentado como forma de propaganda. Por último, porque a França não tem a mesma capacidade dos EUA para impedir atentados por uma série de motivos que valem outro post (já escrevi no passado). Vamos torcer para que nada aconteça e Portugal levante a taça. Mas admito que estou cético tanto quanto ao ataque como em relação aos portugueses.

Guga Chacra, blogueiro de política internacional do Estadão e comentarista do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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