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Por que é muito difícil Bloomberg ser eleito presidente dos EUA?

gustavochacra

23 Janeiro 2016 | 20h47

Não será simples para Michael Bloomberg ser eleito presidente dos Estados Unidos como candidato independente, não importando quem sejam os seus rivais no Partido Democrata ou Republicano por dois principais motivos

1. Primeiro, Bloomberg enfrentaria enorme resistência em “Red States”, como são conhecidos os Estados com predomínio republicano

. por ser um dos maiores opositores ao ultra poderoso lobby das armas

. ser a favor do direito ao aborto

. ser a favor de casamento entre pessoas do mesmo sexo

. ser extremamente liberal em imigração

Nenhum conservador de Estados como Texas ou Alabama votaria em alguém com este perfil.

2. Em segundo lugar, Bloomberg também teria dificuldades em “Blue States”, como são conhecidos os Estados com predomínio democrata

. por ser muito associado a Wall Street

. por ter implementada uma política de segurança com foco em parar e revistar negros e hispânicos quando era prefeito de Nova York

Dificilmente figuras mais liberais, no sentido de esquerda americano, votariam nele em Estados como Oregon ou Vermont.

Conclusão

Sem dúvida, Bloomberg conseguiria atrair votos de republicanos moderados, de uma elite democrata de grandes cidades e de grande parte do eleitorado independente. Mas isso seria provavelmente insuficiente para conseguir vencer uma quantidade de Estados superior aos seus rivais democratas e republicanos no colégio eleitoral (talvez vença um deles, provavelmente os democratas). Talvez leve Nova York, Nova Jersey e quem sabe Massachusetts. Mesmo que leve a Califórnia não será o suficiente.

No fim, uma candidatura de Bloomberg afetará o resultado final, assim como Ralph Nader, em 2000, e Ross Perot, em 1992.

Guga Chacra, blogueiro de política internacional do Estadão e comentarista do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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