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Por que eu errei ao achar que Ted Cruz não tinha chance?

gustavochacra

03 de fevereiro de 2016 | 17h16

Ted Cruz, apesar de ser odiado por todos os outros senadores republicanos e não ter boa relação com nenhum dos pré-candidatos de seu partido, conseguiu se posicionar como um dos favoritos para disputar a Casa Branca pelo Partido Republicano. Eu, aqui no blog, e muitos analistas erramos ao imaginar, no ano passado, que ele não teria chance. Tem sim e bastante. Inclusive, a consultoria de risco político Eurasia o coloca como principal favorito, apesar de as bolsas de aposta o posicionarem atrás de Marco Rubio, em primeiro, e Trump, em segundo.

Todos os últimos candidatos republicanos eram figuras do Establishment, seguindo a corrente mais moderada do partido e com experiência política – Ronald Reagan, George Bush, Bob Dole, George W. Bush, John McCain e Mitt Romney. Destes, três foram eleitos e três perderam. Já Cruz é um outsider, conservador, religioso, senador há poucos anos (assim como Obama era antes de ser presidente) e sem apoio das elites do partido.

A estratégia de Cruz, que pode dar certo, é contar com a base evangélica e mais conservadora republicana, além do Tea Party. Talvez dê certo, especialmente se Donald Trump continuar na disputa e Marco Rubio não se solidificar como candidato do Establishment, dividindo votos com Jeb Bush, John Kasich e Chris Christie. Ao mesmo tempo, Cruz, que é senador pelo Texas, precisa tomar cuidado para não acabar como Mike Hukabee e Rick Santorum – também conservadores, religiosos e vencedores do cáucus em Iowa. Ambos foram derrotados por candidatos do Establishment (McCain e Romney). Cruz, porém, é mais inteligente do que eles e possui uma campanha mais elaborada.

Obs. Também errei sobre Bernie Sanders

Guga Chacra, blogueiro de política internacional do Estadão e comentarista do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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