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Por que gênio da estatística dos EUA prevê que Brasil será campeão e a Itália, um fiasco?

gustavochacra

10 de junho de 2014 | 19h15

Analistas de política americana, com anos de experiência, podem ter acertado que Barack Obama venceria as eleições presidenciais em 2012. Mas nenhum deles conseguiu a proeza de acertar as porcentagens e o resultado em todos os Estados americanos. Apenas um gênio da estatística, chamado Nate Silver, na época atuando como blogueiro de números do New York Times, gabaritou os resultados em todos os lugares.

Atualmente, Silver, em parceria com a ESPN, tem um site  (FiveThirtyEight) no qual continua suas previsões estatísticas. Seu foco, neste momento, é a Copa do Mundo. E ele criou um modelo estatístico chamado SPI (Soccer Power Index) para calcular quem deve ser o campeão mundial. E ele crava que o Brasil tem 45% de chance de ser o campeão mundial, bem à frente da Argentina, em segundo, Alemanha e Espanha.

O principal motivo de o Brasil ser favorito é a questão de a seleção ser praticamente imbatível quando joga em casa. A última derrota relevante da seleção brasileira foi 1975 – o Brasil perdeu em 2002 para o Paraguai em amistoso sem importância depois do penta.

De acordo com o modelo, o Brasil tem 99% de chance de se classificar na primeira fase, 80% nas oitavas, 70% nas quartas, 57% na semi e 45 de ser campeão.

A Argentina tem 93% na primeira fase, 67% nas oitavas, 47% nas quartas, 28% na semi e  13% de vencer a final.

A Alemanha tem 89%, 69%, 45%, 20% e 11% respectivamente.

A Espanha tem 79%, 45%, 30%, 18% e 8%.

Curiosamente, o Chile, e não a Holanda, deve ser o adversário do país nas oitavas. E a Itália seria apenas o 17o país com maiores chances de ser campeão do mundo. A final deve ser Brasil versus Argentina.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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