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Por que mais uma vez não teve atentado no Réveillon?

gustavochacra

01 Janeiro 2016 | 14h42

Mais uma vez, não teve atentado no Réveillon. Curiosamente, ataques terroristas raramente ocorrem em feriados festivos. Não que os terroristas estejam festejando, claro. Mas porque é mais difícil. A polícia e as forças de segurança estão alertas e conseguem impedir estas ações. Só no Times Square, eram 6 mil policiais e mais de 500 agentes antiterrorismo. Sem falar nas operações de prevenção anteriores ao dia da festa.

Na Alemanha, as forças de segurança chegaram a fechar duas estações de trem em Munique e pediram para as pessoas evitarem aglomerações devido a informações, não detalhadas, de que poderia haver um atentado. Na Bélgica, nas últimas semanas, foram presos uma série de suspeitos que estariam planejando ataques terroristas para a virada do ano em Bruxelas. O mesmo ocorreu em Ancara, capital da Turquia.

Os maiores atentados terroristas da história, como o 11 de Setembro, foram realizados em dias aleatórios, pegando as forças de segurança despreparadas. Algumas das raras exceções foram o ataque terrorista da Maratona de Boston, cometido por dois irmãos que agiram como lobos solitários, e o das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, cometido por um maluco. O único realmente super planejado foi o atentado contra a delegação israelense nas Olimpíadas de Munique, em 1972. Teve também uma tentativa da Al Qaeda na Península Arábica de explodir um avião em Detroit no Natal de 2009, mas que fracassou porque o terrorista era incompetente e foi contido.

Diante deste cenário, as forças de segurança brasileira devem estar alertas para os Jogos Olímpicos do Rio, que seria um alvo potencial. No fim, esperamos, termine como mais um réveillon no Times Square, sem terrorismo. Mas certamente terroristas, ou mesmo atiradores malucos, devem ter planos para atacar.

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Guga Chacra, blogueiro de política internacional do Estadão e comentarista do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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