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Por que o salário mínimo dos EUA pode chegar a R$ 7.344?

gustavochacra

15 de abril de 2015 | 18h04

Há protestos ao redor dos Estados Unidos hoje para que o salário mínimo seja elevado para US$ 15 por hora (R$ 46). Isso mesmo, aqui não é salário mínimo por mês, mas por hora. Existe uma flexibilidade muito maior nas leis trabalhistas, o que é melhor para todos.

Um empresário talvez precise de um funcionário quatro horas por dia. E este funcionário, que cuida dos filhos de manhã enquanto a mulher também trabalha, apenas pode trabalhar por no máximo quatro horas. Bom para ambos. Há também quem esteja na faculdade e não pode trabalhar período integral, por exemplo.

Atualmente, o salário mínimo federal nos EUA é US$ 7,25 (cerca de R$ 22). Ao menos 20 Estados americanos tem um piso mais elevado, ao redor de US$ 10 – os Estados têm poder para elevar o valor do salário mínimo, mas não para reduzir. O McDonald’s, por exemplo, paga US$ 10 para seus funcionários.

Caso houvesse a elevação para US$ 15 e uma pessoa trabalhasse 40 horas por semana, quatro semanas por mês. O salário mensal, neste caso, seria de US$ 2.400, ou equivalente a R$ 7.344. Atualmente, uma pessoa ganhando o salário mínimo federal dos EUA recebe US$ 1.160 (R$ 3.550) por mês se trabalhar 40 horas por semana 4 vezes por semana. No Brasil, são R$ 788 (menos de um quarto dos EUA).

Leve em conta que, de acordo com o Big Mac Index, da revista The Economist, o custo de vida no Brasil seria 8,7% superior ao dos EUA (no índice, o Brasil é mais barato apenas do que a Suíça, Noruega e Dinamarca).

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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