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Por que o Brasil, além de jogar mal, não gosta mais tanto de futebol?

gustavochacra

30 Julho 2014 | 09h47

Obs. Mais tarde, volto a escrever sobre Gaza

O Brasil não é o melhor país do futebol do mundo. Isso todos nós sabemos especialmente depois de a seleção ser aniquilada por 7 a 1 pela Alemanha (e por 3 a 0 pela Holanda, não podemos esquecer). Agora, além de não ser o melhor, o Brasil, ou os brasileiros, estão bem longe de ser o povo que mais gosta de futebol no mundo, como éramos nos tempos do “velho Maracanã”.

E não são apenas os argentinos que gostam mais de futebol do que a gente. Alemães, egípcios, turcos, espanhóis, ingleses, italianos e muitas outras nacionalidades têm um fanatismo bem superior ao dos brasileiros. Ontem, pela primeira vez, o jornalista PVC, da ESPN chamou a atenção para dois fatos importantes – não houve nenhum jogo com mais de 100 mil pagantes no Brasil em todo o século 21 e nunca mais haverá um com este público no futuro. E haverá, nesta semana, um jogo de soccer  do Manchester United nos EUA para mais de 100 mil em Michigan.

Hoje, a Pluri Consultoria divulgou relatório com as mais elevadas médias de público do mundo. A maior é a do Borussia, da Alemanha, com 80 mil (superior à capacidade do “novo Maracanã”). Em seguida, vem o Manchester United, com 75 mil, e o Barcelona com 72 mil. Ao todo, há 36 times com média superior a 40 mil por jogo. Nenhum brasileiro. E 66 com mais de 30 mil. De novo, nenhum brasileiro.

Mais impressionante, entre as cem maiores médias de público, apenas o Cruzeiro, em 70 (28 mil por jogo) e o Santa Cruz, em 89 (26 mil) são do Brasil. O Corinthians está em 103 e o Flamengo em 111. Acredito que a média corintiana suba com a Arena Corinthians (Itaquerão). De qualquer maneira, é um cenário medíocre.

O Seattle Sounders, dos EUA, tem média de 43 mil por jogo, por exemplo – bem mais do que o Cruzeiro e o triplo do Palmeiras, com 14 mil, na patética 235 colocação (também deve aumentar com o novo estádio). Na frente do Cruzeiro, o primeiro brasileiro, há 16 times da Alemanha, 12 da Inglaterra, 7 da Itália e 6 da Espanha. Tem equipes ainda da Escócia, Argentina, EUA, China, México, Turquia, Holanda, Japão, Portugal e França (e, da Ucrânia em guerra, temos o Dinamo de Kiev atrás apenas do Cruzeiro entre os brasileiros).

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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