As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Por que o Brasil escolheu o lado errado da América do Sul ao se aliar à Venezuela?

gustavochacra

20 de fevereiro de 2014 | 11h07

Para comentar, é mais fácil caso sejam registrados no site do Estadão

O Brasil, em 2012, escolheu permanecer no lado errado da América do Sul. Em vez de se aliar a países em busca de avanços no livre mercado, como o Peru, Colômbia e Chile, optou por aceitar a Venezuela no Mercosul, já deteriorado devido a ações totalmente equivocadas do comando econômico argentino.

A Aliança do  Pacífico composta por chilenos, colombianos e peruanos, também já inclui o México (América do Norte) e deve incorporar em breve a Costa Rica (América Central). Como explica Moises Nahim em artigo para o Instituto Carnegie, “juntos, estes países representam 36% da economia da região (classificada como América Latina), 50% do seu comércio internacional e 41% dos investimentos  estrangeiros. Seus membros são as mais competitivas economias da América Latina e as melhores  para fazer negócios. Em 20 meses, já eliminaram 92% das tarifas de importação”.

Agora, compare com o Mercosul, com a economia argentina entrando em colapso e o governo venezuelano reprimindo com violência a oposição, colocando o país perto do caos? Por que o Brasil ficou ao lado deles? Mais grave, A Aliança do Pacífico queria o Brasil como membro.

De acordo com Nahim, estes países se uniram por se sentirem ignorados pelo Brasil e ameaçados pela Venezuela. Hoje, “as economias dos quatro países membros continuam crescendo, apesar da crise nos mercados emergentes afetando Brasil e Argentina”. E, para completar, a Aliança do Pacífico também começou a unir suas Bolsas de Valores, que rivalizarão com a de São Paulo. Honestamente, ainda mais hoje com as cenas de violências em Caracas, o Brasil deveria deveria se voltar para os seus outros vizinhos no continente. O problema será eles quererem agora o gigante brasileiro que os ignorou por tanto tempo e poderia até atrapalhar a integração.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

Comentários islamofóbicos, antissemitas, antocristãos e antiárabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

Acompanhe também meus comentários no Globo News Em Pauta, na Rádio Estadão, na TV Estadão, no Estadão Noite no tablet, no Twitter @gugachacra , no Facebook Guga Chacra (me adicionem como seguidor), no Instagram e no Google Plus. Escrevam para mim no gugachacra at outlook.com. Leiam também o blog do Ariel Palacios

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.