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Por que torcíamos mais em 1982 do que agora?

gustavochacra

29 Maio 2014 | 18h06

Em 1982, nós estávamos em um governo militar, a economia vivia momentos de estagflação e era completamente fechada, sendo mais estatizada do que a Polônia comunista. Eram tempos da Telesp e da bolsa do telefone no centro da cidade. Ainda chamávamos a Globo de canal 5 em São Paulo, o Estadão não circulava às segundas e strogonoff era prato chique em festas, especialmente servido com batata palha. Mas aquela talvez tenha sido a Copa que mais encantou a torcida brasileira.

Já a atual é a que menos atraiu. Portanto a teoria de que a corrupção e a desaceleração da economia provocaram um ceticismo com a seleção não se sustenta. Afinal, um título em 1982 poderia ser usado como regime da mesma forma que em 1970. Mas, na hora do futebol, brasileiros torciam pelo Brasil.

A diferença, talvez, esteja em 10 dos 11 titulares e 20 dos 22 convocados atuarem no Brasil 32 anos atrás. Valdir Peres, Oscar e Serginho no São Paulo Futebol Clube; Leandro, Junior e Zico no Flamengo; Luizinho, Cerezo e Éder no Atlético; Sócrates, no Corinthians. E o Falcão, que estava na Roma, era associado ao Inter. Entre os reservas, Carlos na Ponte Preta, Paulo Sérgio, no Botafogo; Edevaldo, no Inter; Juninho, no Corinthians; Edinho, no Fluminense; Pedrinho e Roberto Dinamite, no Vasco; Batista e Paulo Isidoro, no Grêmio, Renato, no São Paulo Futebol Clube; apenas Dirceu atuava no exterior, no Atlético de Madrid.

Eu, porém, não tenho nada contra os jogadores atuais irem para o exterior. Mas a seleção perde o encanto.

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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