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Premiê e desertores do regime sírio foram ativos na repressão aos opositores

gustavochacra

06 de agosto de 2012 | 15h56

Os políticos do Partido Baath e o alto escalão militar que estão desertando na Síria, incluindo o primeiro-ministro, Riyad Farid Hijab, têm sangue nas mãos. Eles participaram ou apoiaram ativamente a repressão contra os opositores. Apenas pularam fora porque pretendem arrumar um lugar no próximo governo sírio e avaliaram que os dias de Bashar al Assad no poder estão contados. Inclusive, o premiê ganhou o posto justamente pelos “bons serviços prestados”.

O objetivo dos EUA e de seus aliados europeus é justamente manter no poder toda a estrutura do regime, sem o “brand” Assad. Obviamente, com a obrigação de democratizar. Eles não querem repetir o mesmo risco do Iraque, quando acabaram com toda a infra-estrutura do Estado.

Portanto todas as pessoas sem o sobrenome “Assad” podem romper com o regime agora porque não serão punidos. Inclusive, serão visto em alguns casos como heróis. Os rebeldes que estão lutando e morrendo estão em um segundo plano.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra

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