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Presidente do Egito busca isolar velha guarda do Exército através de aliança com jovens militares

gustavochacra

14 de agosto de 2012 | 09h24

Mohamed Morsy, presidente do Egito, não está jogando para o escanteio as Forças Armadas do Egito. Na verdade, foi hábil politicamente para afastar oficiais da velha guarda, ligados ao antigo regime, e se aproximar de uma ala mais jovem dos militares. Isto é, saiu o Mohamed Hussein Tantawi e entrou o mais jovem general Abdel Fatah al Sissi.

Esta ação pode até melhorar as relações entre o governo civil, da Irmandade Muçulmana, com as Forças Armadas, dependendo, claro, de como esta nova aliança será levada adiante. O certo é que Morsy, e a Irmandade, sabem da importância financeira e geopolítica do Exército.

Para completar, Morsy agiu enquanto ainda possui capital político. Daqui a pouco, o crédito dele se reduzirá se a economia egípcia não voltar a crescer. Não podemos esquecer que os levantes da Primavera Árabe foram em grande parte por melhores condições.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra

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