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Quais as 5 consequências do colapso do cessar-fogo na Faixa de Gaza?

gustavochacra

01 de agosto de 2014 | 10h50

O cessar-fogo entrou o colapso. Israel acusa o Hamas de ter violado o cessar-fogo. O Hamas acusa Israel de ter violado o cessar-fogo. Eu recomendo que os leitores busquem informações a respeito em órgãos de imprensa sérios, pois aqui tratarei das consequências do fim do cessar-fogo, e não de quem o violou.

1. Soldado Capturado e Elevação de Operações Terrestres de Israel

Israel fará de tudo para recuperar o seu soldado capturado. Por este motivo, a tendência é o Exército israelense intensificar suas operações terrestres na Faixa de Gaza. Não há, em um primeiro momento, a menor possibilidade de o governo de Benjamin Netanyahu negociar com o Hamas a libertação do soldado em troca da libertação de prisioneiros palestinos (isso pode ocorrer no longo prazo)

2. Aumento no Número de Mortos

Esta provável intensificação das operações terrestres de Israel elevará o número de mortos palestinos e também de militares israelenses. Noto que este conflito já ultrapassou em número de vítimas fatais o de 2009. São mais de 1.500 palestinos, a maioria civil e incluindo dezenas de crianças, e mais de 60 israelenses, quase todos militares. Há cinco anos, foram 1.400 palestinos e 13 israelenses, sendo 8 por fogo amigo.

3. Hamas se Focará em Guerrilha Urbana

O Hamas focará mais suas operações em guerrilha urbana, buscando alvejar os militares israelenses dentro de Gaza e tentará capturar outros soldados. O grupo se preparou por anos para este momento

4. Chance de Trégua se Reduz Abruptamente

A chance de uma trégua depois do colapso do cessar-fogo de ontem diminuiu acentuadamente. Os incentivos para o cessar-fogo, especialmente para o lado israelense, com um soldado capturado, são bem menores do que eram apenas 24 horas atrás

5. Radicalismo Crescerá nas Redes Sociais e Colunas de Jornais

O radicalismo dos dois lados tende a aumentar ainda mais em redes sociais e em textos de órgãos de imprensa grandes de São Paulo, como a Folha, que têm aberto espaço para extremistas sem nenhum conhecimento do conflito e em muitos casos antissemitas ou islamofóbicos, torcendo por genocídio de israelenses ou de palestinos. Uma pena, porque o debate em alto nível acaba prejudicado

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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