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Qual a difícil equação que Trump terá de resolver sobre a Síria?

gustavochacra

13 Abril 2018 | 19h48

Os EUA e seus aliados franceses e britânicos devem lançar um ataque contra alvos na Síria nas próximas horas ou dia. Na avaliação destes países, há informações suficientes para dizer ter havido um ataque químico cometido pelas forças sírias. O regime de Bashar al Assad, apoiado pela Rússia, nega envolvimento e diz suspeitar da organização terrorista jihadista Jaysh al Islam, apoiada pela ditadura da Arábia Saudita. Como falei em outro texto, Assad até cometeria uma ação destas se ameaçado, mas dentro do contexto atual da Síria não tem lógica. Só há prejuízos e nenhum benefício em um ataque destes para o líder sírio. O ideal é aguardar uma investigação independente. Não temos como saber o que ocorreu.

De qualquer maneira, se americanos, franceses e britânicos dizem achar que Assad é responsável, agirão com base neste posicionamento. Logo, devem lançar ataques com o objetivo de punir o líder sírio. Não será uma tarefa fácil. A equação deles envolve causar danos ao regime, mas sem atingir a Rússia e tampouco alterar o rumo da guerra na Síria, pois temem o radicalismo jihadista da oposição, apesar de também considerarem Assad um líder atroz.

O jornal Wall Street Journal afirma que Donald Trump quer um ataque mais duro do que o seu comando militar considera prudente. A Pentágono avalia ser melhor manter a cautela neste momento para evitar uma escalada militar com a Rússia. Em breve, saberemos qual será o resultado. Eu particularmente sempre acho intervenções militares um fracasso, ainda mais em uma guerra entre um regime sanguinário apoiado pela Rússia e o Irã contra terroristas jihadistas sanguinários alauitafóbicos e cristãofóbicos da oposição ligados à Al Qaeda e apoiados pela Arábia Saudita, Turquia e possivelmente algumas nações ocidentais.