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Entenda o resultado da eleição britânica em um post de blog

gustavochacra

08 de maio de 2015 | 11h56

Assim como no Brasil e em Israel, as pesquisas erraram feio nas previsões das eleições no Reino Unido. No fim, os Tories (conservadores) terão maioria e o premiê David Cameron permanecerá no poder provavelmente pelos próximos cinco anos sem a necessidade de uma coalizão com outras partidos. Seu rival, Ed Miliband, do Labour (trabalhistas), já deixou o cargo de líder do partido.

Cameron, desta forma, deve permanecer no poder pelo mesmo período que Tony Blair, mas ainda não atingirá, pelo menos por enquanto, a marca de Margareth Thatcher, que ficou 11 anos no posto.

De acordo com os resultados, o Parlamento britânico, 650 cadeiras, deve ser dividido da seguinte forma

Tories (Conservadores) – 331 (51%)

Labour (Trabalhistas) – 232 (36%)

SNP (Partido Nacional Escocês) – 56 (9%)

Lib-Dem (Liberais-Democratas) – 8 (1%)

Unionista (irlandês) – 8 (1%)

Sinn Fein (irlandês) – 4

O restante das cadeiras será distribuído entre os demais partidos. O UKIP, com uma agenda de extrema-direita e anti-imigração, terá apenas uma cadeira, embora tenha obtido uma votação expressiva, demonstrando um avanço de sua ideologia no país.

O resultado indica que os Tories e os escoceses, embora politicamente antagônicos, foram os grandes vitoriosos nesta eleição. O maior perdedor foi Lib-Dem, de Nick Clegg, que viu a votação do partido despencar depois das eleições anteriores e agora não será mais necessário para os Tories governarem. Eles terão um sétimo do número de cadeiras que possuíam no Parlamento anterior.

Os mercados receberam bem os resultados tanto por concordarem parcialmente com as políticas de Cameron como também pela provável estabilidade política nos próximos cinco anos. No entanto, há alguns temores. O maior é em relação ao plebiscito envolvendo o status britânico na União Europeia, que, com a vitória dos Tories, deve ocorrer em 2017. Também existe o risco de alguns parlamentares na ala mais direitista do partido migrarem para o anti-imigração UKIP. A força dos escoceses também deve ser observada.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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