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Qual a probabilidade de sucesso no acordo EUA-Irã?

gustavochacra

17 de novembro de 2014 | 12h17

As negociações finais de um acordo sobre o programa nuclear iraniano envolvendo o regime de Teerã e o Sexteto, comandado pelos EUA e composto pelos outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Rússia, China, França e Grã Bretanha) mais a Alemanha, recomeçaram hoje.

A probabilidade de sucesso, segundo diplomatas que participam das negociações e agências de risco político internacional, está ao redor de 40%. Existe uma chance maior de prorrogação do processo por alguns meses. Neste caso, porém, os obstáculos poderiam aumentar.

Mas como se chega a este número?

Caso fosse uma negociação apenas entre Barack Obama, seus aliados no Sexteto, e a administração de Hassan Rouhani no Irã, a chance de sucesso no acordo seria bem mais elevada. Mas os dois lados enfrentam resistências domésticas e, no caso americano, de aliados externos. Cada uma destas forças a favor e contra possuem um peso. E cada uma delas tem um incentivo maior ou menor para fazer prevalecer seus desejos.

No Irã, Rouhani precisa superar a oposição de facções mais radicais do regime e depende, no final das contas, da decisão do líder supremo, aiatolá Khamanei. Ele age mais como um árbitro, observando para onde anda a maré nos centros de poder iranianos. Nos EUA, os maiores adversários são os republicanos, que controlarão tanto a Câmara dos Deputados como o Senado a partir de janeiro, e mesmo alguns democratas.

No exterior, os principais opositores do acordo são a Arábia Saudita e Israel.

Portanto, quem é contra o acordo?

 . Alas radicais do regime iraniano

. Republicanos (e alguns democratas) nos EUA

. Arábia Saudita (e outros países do Golfo)

. Israel

Ao longo desta semana, explicarei cada um destes temas em detalhes para entender a posição de cada um. Apenas lembro que paz se faz com inimigos, não com amigos. E que todos os envolvidos, corretamente, defendem seus interesses. Todas estas posições são jogadas em um caldeirão e o resultado da equação, aparentemente, é de 40% de chance de sucesso, como disse acima.

Não sei como faz para publicar comentários. Portanto pediria que comentem no meu Facebook (Guga Chacra)  e no Twitter (@gugachacra), aberto para seguidores

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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