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Qual foi o ano mais violento no Oriente Médio, 1982 ou 2012?

gustavochacra

04 de dezembro de 2012 | 18h18

Qual é o ano mais tenso da história recente do Oriente Médio, 1982 ou 2012?

Em 1982,

. Centenas de milhares iranianos e iraquianos morriam na guerra entre o regime islâmico de Teerã do aiatolá Khomeini contra as forças do ditador Saddam Hussein em Bagdá

. Hafez al Assad, pai de Bashar, comandou o massacre de dezenas de milhares em Hama para reprimir levantes de rebeldes da Irmandade Muçulmana

.O Líbano vivia o mais sangrento ano de sua guerra civil, com tropas israelenses ocupando Beirute para lutar contra a OLP e o  massacre de refugiados palestinos cometido por milicianos cristãos em Sabra e Chatila

. OLP não reconhecia a existência de Israel

. Hosni Mubarak tentava se consolidar no poder no Egito um ano depois do assassinato de Anwar Sadat atribuído a radicais islâmicos

. A ditadura de Habib Bourguiba dava sinais de enfraquecimento na Tunísia

. A União Soviética invadia o Afeganistão

. A Turquia vivia sob um regime militar

. O Yemen ainda era dividido entre o norte e o sul (comunista)

. Os países do Golfo eram nações atrasadas não apenas socialmente (ainda são), mas também economicamente

. A Líbia mantinha tropas no Chade

2012, temos

. Irã é acusado de desenvolver secretamente armas nucleares

. Guerra Civil na Síria deixa cerca de 30 mil mortos

. Irmandade Muçulmana assume o poder em eleições no Egito, mas algumas das ações do presidente Morsi não são democráticas

. Israel e Hamas entram em choque pela segunda vez em quatro anos

. EUA lançam ataques com Drones quase diários no Yemen e no Paquistão

. EUA mantêm tropas no Afeganistão

. Iraque ainda vê atentados terroristas ocorrerem quase dez anos depois do início da Guerra Civil

. Tunísia enfrenta graves problemas com o desemprego

. Mulheres ainda são tratadas como cidadãs de segunda classe nos países do Golfo

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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