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Qual o argumento dos EUA para ser contra a Palestina na UNESCO?

gustavochacra

31 de outubro de 2011 | 17h01

no twitter @gugachacra

A Palestina foi aceita como o 195 membro da UNESCO. Em resposta, levando em conta leis existentes desde a primeira metade dos anos 1990, os Estados Unidos congelarão seu financiamento à entidade da ONU responsável por cultura e educação. É um direito dos americanos e Washington pode fazer o que bem entender com o dinheiro.

Apenas não entendo como o ingresso da Palestina na UNESCO prejudica o processo de paz. Afinal, não se fala em refugiados, não se fala em fronteiras, não se fala em Jerusalém. Resumindo, não há nada, absolutamente nada, contra Israel. Apenas pede que a Palestina, reconhecida por mais de cem países do mundo, incluindo o Brasil, integre o órgão.

No caso da aceitação como membro pleno da ONU, entendo os pontos de vista de Israel e dos EUA. Uma negociação entre os dois lados sem dúvida é melhor do que uma iniciativa unilateral determinando limites do futuro Estado. Mas na UNESCO? Por favor, me respondam caso saibam de um argumento para se opor ao ingresso dos palestinos.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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