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Qual país seria o seu time de futebol? O Botafogo é a Argélia

gustavochacra

12 de julho de 2012 | 13h14

no twitter @gugachacra

Sempre me atacam quando comparo países a clubes de futebol. Mas é uma forma didática para entender os acontecimentos e brincar um pouco. Ontem, por exemplo, o Palmeiras foi campeão do Brasil. O time seria o Líbano, literalmente. Vivemos em tragédias, mas com intervalos de felicidade.

O Corinthians sem dúvida é a China do futebol. Ninguém discute que é a maior potência emergente, justificando a sua maior população. O São Paulo seria a França. Ainda é admirado, tem uma história de conquistas, mas aos poucos passa a ser visto como normal. O Santos talvez seja o Brasil. Grande parte do mundo simpatiza, teve seus momentos de glória, mas aos poucos começa a desacelerar.

A Portuguesa, claro, seria a Palestina. Tem a simpatia de todos, mas continua sem títulos. Para ganhar, precisou dividir, como com o Santos em 1973. O Juventus seria algum país da África central, como o Congo, que todos dizem se importar para fazer charme, mas na verdade ignoram na hora da verdade.

Não gostaria de me intrometer nos outros Estados. Mas preciso falar do Botafogo. Assim como a Argélia, ficou esquecido nos anos 1960, a não ser por um hiato na década de 1990. Não sei o motivo. O Flamengo é os EUA, o maior de todos, mesmo distante do apogeu nos anos 1980 com Zico e Reagan. O Fluminense, claro, é o Canadá, à sombra do gigante. Meu Vasco seria o México, que ninguém dá bola, mas não para de crescer.

De resto, pela primeira vez na história recente (últimas seis décadas), o São Paulo Futebol Clube é o grande há mais anos na fila sem ser campeão.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios