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Radicalismo judaico bate de frente com Exército de Israel em Hebron

gustavochacra

04 Dezembro 2008 | 19h35

A cidade de Hebron é a única na Cisjordânia onde vivem colonos judeus. Nas outras partes do território palestino, os colonos moram em assentamentos construídos por Israel. Calcula-se que existam cerca de 500 judeus em meio a mais de 100 mil palestinos em Hebron. Estes colonos dependem da proteção de Israel e entram em conflito quase diariamente com os palestinos.

Há algum tempo, algumas famílias de colonos se mudaram para um prédio na cidade. Eles argumentam que o edifício foi comprado de um palestino. Os palestinos negam. No mês passado, a Suprema Corte de Israel ordenou a evacuação do prédio, que está em disputa entre os dois lados. Revoltados com a decisão da Suprema Corte Israelense, colonos e radicais judeus ocuparam o prédio. Ontem, eles foram forçados a sair pelo Exército de Israel. Ocorreram duros confrontos, com os colonos atacando os militares israelenses.

A confusão acabou se espalhando para outras partes de Hebron. Em ataques terroristas, os colonos atearam fogo em casas e carros de palestinos. Um deles teria sido alvejado por um disparo de um colono.

O Exército Israel fechou o acesso a Hebron para conter a violência. Apenas moradores – judeus ou árabes – podem circular.

O episódio é importante porque

1. Mostra que a Justiça de Israel funciona e, em alguns casos, como o de Hebron, fica do lado dos palestinos.
2. O Exército de Israel combate com a mesma dureza colonos e palestinos. Não é porque os colonos são judeus que eles serão tratados melhor quando cometem uma ilegalidade.
3. Muitos colonos judeus estão se transformando em terroristas.
4. Note que o B’Tselem (organização pacifista israelense) estava presente para defender os palestinos
4. Os palestinos deveriam observar a atitude de Israel ao combater radicais. Os colonos judeus são tão nocivos à paz quanto os grupos radicais palestinos.