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Sanções ao Irã também servem para conter Israel

gustavochacra

02 de julho de 2012 | 15h12

no twitter @gugachacra

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Hoje estarei mais uma vez ao vivo no programa Globo News Em Pauta para falar de Irã, México, Instagram e Paraguai. Vejam este vídeo sobre a Síria da minha participação na semana passada

As sanções ao petróleo iraniano que entraram  em vigor hoje servem não apenas para tentar conter o programa atômico iraniano como também para impedir uma ação israelense contra as instalações nucleares do Irã.

No primeiro caso, não dá para saber se dará certo e é melhor manter o ceticismo. Sanções sempre fracassaram no cenário internacional e Cuba e a Coréia do Norte são o maior exemplo disso. Lembro que o o regime intensificou o seu programa nuclear apesar de quatro rodadas de duras resoluções no Conselho de Segurança da ONU.

No segundo caso, a administração de Barack Obama tenta empurrar com a barriga para não ter uma crise internacional com repercussão doméstica às vésperas das eleições. Irã e Israel são assuntos internos nos EUA e afetam as decisões dos eleitores, diferentemente da Síria.

Além disso, Benjamin Netanyahu, bem mais hábil do que Obama, preferiria que os EUA realizassem o ataque. Desta forma, o governo israelense apenas aguardará o resultado das sanções em uma win-win situation. Afinal, se funcionarem, ótimo.

Caso contrário, o premiê de Israel, certamente mais popular do que qualquer político americano nos EUA e também com controle de 99% do Congresso (tirando o Ron Paul e o filho), pressionará Obama a agir. Se o presidente perder a eleição em novembro, será ainda mais fácil. Netanyahu e Mitt Romney se dão bem desde os tempos em que trabalharam juntos no BCG nos anos 1970 e os dois se respeitam muito.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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