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São 7 milhões de libaneses no Brasil, mas nenhum é craque de futebol

gustavochacra

28 de outubro de 2008 | 16h33

Aqui no Líbano, quando me perguntam de onde sou e respondo Brasil, logo vem a frase dos libaneses – “O Brasil tem mais libaneses do que o Líbano! São 7 milhões” (A população libanesa é de cerca de 4 milhões).

Pode ser professor universitário, motorista de taxi, salva-vidas, xiita, druso, cristão-maronita, ortodoxo ou sunita. Pode estar em um restaurante na beira do rio Bardauni em Zahle, nos cedros de Bshari, em uma exposição do Hezbollah em Nabatieh, nas ruínas de Tyro, em uma loja de prata em Rachaya ou em um bar de Gemeyzah. Todos os libaneses sabem na ponta da língua que no Brasil tem 7 milhões de pessoas com sobrenomes parecidos com os deles.

O número pode ser exagerado e inclui descendentes com 25% ou menos de sangue libanês. Mas, convenhamos, em qualquer parte do Brasil, sempre há um “turquinho” (sei que o termo é errado) por perto. Até na prefeitura de São Paulo. Há médicos, jornalistas, comerciantes, advogados, presidentes de clubes de futebol, publicitários, dirigentes de escolas de samba no Rio de Janeiro. Quem nunca teve um colega com um nome árabe? Para onde olhamos, lá está o sobrenome libanês e uma história para contar dos pais, avós e bisavós que imigraram para o Brasil de um dos menores países do mundo, com um território menor do que o do Sergipe.

Os libaneses do Líbano apenas não entendem como, desses 7 milhões, não surgiu um jogador de futebol brasileiro que tenha origem libanesa. Houve o George Hagi, craque da Romênia em 1994, que era filho de libaneses. Mas e no Brasil? Alguma explicação?

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