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Se um escândalo derrubar Hillary, quem será o candidato democrata?

gustavochacra

23 de abril de 2015 | 11h18

Os democratas precisam urgentemente ter um Plano B caso exploda um escândalo envolvendo Hillary Clinton. O livro “Clinton Cash”, ainda não publicado, trará uma série de denúncias indicando que a pré-candidata democrata teria usado o seu cargo de secretária de Estado para favorecer empresas estrangeiras e mesmo países que doassem dinheiro para a Clinton Foundation, organização do seu marido Bill Clinton, ex-presidente dos EUA. O New York Times e o Washington Post estão se aprofundando nestas denúncias.

Nada está  comprovado, que fique claro. Mas pode ser que muitas destas acusações venham a ser comprovadas ou que Hillary não consiga explicá-las. Apenas o tempo irá dizer. Mas a imagem dela pode, com o tempo, ficar tão danificada,  que inviabilizaria a sua candidatura. Isso sem falar em seu fraco histórico como secretária de Estado (tentem se lembrar de uma conquista dela no cargo).

Sem Hillary, os democratas ficam praticamente sem opções. A senadora Elizabeth Warren tem popularidade com a base democrata, mas algumas de suas posições são muito extremas para conquistar o eleitorado independente nos swing states. Ela está para a esquerda como o também senador Ted Cruz, pré-candidato republicano, está para a direita.

O’Malley e Webb, outros pré-candidatos, tem 3% e 1% na primária democrata respectivamente. Aparentemente, não tem condições de serem candidatos. Sanders, outra opção, é socialista. Óbvio que não será presidente dos EUA.

Diante deste cenário, sobraria Joe Biden, atual vice-presidente que tentou se candidatar em 2008. Na eleição, no ano que vem, ele estará completando 74 anos. Além disso, não desponta como um candidato forte. Embora simpático e bom negociador, não é visto como alguém capaz de liderar os EUA.

Os republicanos, por sua vez, tem uma enormidade de nomes nas primárias, com diferentes posições políticas e bastante experiência, como Jeb Bush (ex-governador da Florida, um swing state, e fluente em espanhol), Marco Rubio (senador pela Florida e hispânico), Scott Walker (governador de Wisconsin, um swing state, e famoso por ser imbatível em eleições), Rand Paul (senador por Kentucky), Ted Cruz (senador pelo Texas) e John Kasich (governador de Ohio, um swing state).

Apenas para deixar claro, este texto não significa que eu prefira os republicanos. Apenas significa que os republicanos possuem mais nomes do que os democratas.