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Massacres e ataques sexuais (e pedófilos) na Síria também foram comuns nas guerras do Líbano e do Iraque

gustavochacra

28 de novembro de 2011 | 13h57

Leia hoje também post sobre como o Iraque e o Líbano sabotarão as sanções à Síria

Acabei de ler o relato da ONU sobre a repressão das forças de Bashar al Assad. Ao todo, foram mortas 256 crianças, de acordo com o levantamento conduzido pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. Um menino de 15 anos foi estuprado por agentes de segurança diante de seu próprio pai. Adultos tiveram cigarros acesos introduzidos no ânus. Em outros casos, receberam choques elétricos e golpes nas genitálias. Mulheres tiveram seus véus e suas calcinhas removidas dentro de suas próprias casas e na frente da família.

Eu escutei relatos ainda piores, de pênis sendo cortados e cabeças decepadas na região de Homs. Até aconselhei assistirem ao filme Incendies, da guerra civil libanesa.

Ontem Thomas Friedman escreveu corretamente que os outros países árabes implodem, mas a Síria explode. Concordo. E acrescento que não existe saída para a Síria. Não haverá uma solução onde todos vivam felizes para sempre. A Síria é o Líbano de 1975, o Iraque de 2003. Teremos anos de violência e milhares de mortes.

Podem falar em intervenção externa, sanções, queda do regime, redemocratização, o que for. Tudo isso pode acontecer e aconteceu no Líbano e no Iraque. Mesmo assim, pessoas continuaram sendo mortas.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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