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Suíça age como a Arábia Saudita e reprime seguidores de outra religião

gustavochacra

01 de dezembro de 2009 | 11h59

Os eleitores suíços aprovaram uma lei islamofóbica proibindo a construção de minaretes no país. Não existe justificativa. Seria como não permitirem torres de igreja com sinos em um país majoritariamente islâmico. Afinal, existem igrejas na Turquia, no Egito, na Síria, nos territórios palestinos. Sem falar nas imagens no Líbano, com os minaretes ao lado de cruzes. Certamente, alguns dirão que na Arábia Saudita não existe igreja. Verdade, e seria lamentável a Suíça querer se equiparar a esta monarquia medieval.

Existe também questão dos dois pesos duas medidas. Na França, proíbem mulheres muçulmanas de cobrir a cabeça. Mas por que apenas as muçulmanas são alvejadas? Lembro que até hoje cristãs cobrem a cabeça em cidades menores da Espanha e da Grécia. Judias ortodoxas usam perucas.

A saída está na liberdade para as pessoas agirem da forma como quiser, como acontece nos Estados Unidos. Se uma mulher for obrigada a cobrir a cabeça por um pai ou irmão, o tema deve ser levado para autoridades. Mas se outra mulher quiser cobrir a cabeça com o véu por iniciativa própria, isto é problema dela apenas.

A decisão da Suíça, que carrega uma cruz em sua bandeira, é uma “desgraça”, conforme bem escreveu o New York Times em editorial de hoje. O jornal acrescenta ainda que os muçulmanos representam apenas 6% da população suíça e são originários de Kosovo e Turquia. Até hoje, não foram registrados problemas envolvendo seguidores do islã no país.

Obs. O Twitter está no ar. Podem me procurar como GugaChacra. A foto é de Manuel Estiarte, considerado o melhor jogador de pólo aquático de todos os tempos. A outra alternativa seria uma do Maradona

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