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Super Terça não encerrará primárias republicanas

gustavochacra

06 de março de 2012 | 12h36

Eleições nos EUA 2012

no twitter @gugachacra

As primárias republicanas não terminarão hoje com a Super Terça, independentemente dos resultados. A tendência é de que os quatro candidatos permaneçam na disputa por semanas ou até mesmo meses, apesar de tudo caminhar para a nomeação de Mitt Romney no final.

O ideal, para os republicanos, seria definir o mais rapidamente possível quem enfrentará Barack Obama nas eleições presidenciais de novembro. Desta forma, o candidato poderia se focar nos temas que realmente interessam ao eleitor médio americano, como a economia, sem precisar agradar à ala mais conservadora  em questões sociais do partido opositor, atualmente mais próxima de Rick Santorum.

O problema, porém, é que as prévias republicanas foram alteradas neste ano. No passado, o candidato vencedor em um Estado, na maioria dos casos, levava todos os delegados alocados. Além disso, havia obstáculos financeiros para manter uma campanha destinada à derrota.

Neste ano, a distribuição de delegados é mista, variando de Estado para Estado. Desta forma, mesmo perdendo, um candidato consegue acumular alguns votos para a Convenção Republicana em agosto. O vencedor, por outro lado, enfrenta dificuldades para ampliar a vantagem.

O fator financeiro também mudou. Os Super PACs, como são conhecidos os fundos que apóiam um candidato sem ter, no entanto, relação direta com a campanha, podem impulsionar seus nomes preferidos por tempo indeterminado. Um único magnata dos cassinos, em Las Vegas, tem patrocinado o Super PAC de Newt Gingrich, que dificilmente será o escolhido.

No caso de Ron Paul, há um terceiro fator. O libertário candidato possui seguidores fieis e sua campanha visa também disseminar as suas idéias para os eleitores americanos. Quem sabe, pode até lançar uma candidatura independente ou emplacar seu filho, Rand Paul, como vice de Mitt Romney.

 

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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