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Teste – Onde ficavam a Fenícia, Pérsia, Babilônia, Cartago e Assíria?

gustavochacra

05 de janeiro de 2015 | 12h16

A Babilônia se localizada onde hoje é o Iraque. A Assíria corresponde em parte ao que hoje é a Síria e o Iraque. A Fenícia está no Líbano. Judeia e Samaria são Israel e Palestina. O Egito é o Egito, óbvio. O Império Persa é o Irã. Pode parecer gozação, mas, se você ler a Bíblia, se deparará com as regiões onde estão hoje alguns dos principais países do Oriente Médio.

Alguns podem dizer que não existe mais ligação entre aquelas civilizações e os países ali existentes na atualidade. Mas estão enganados. Sem dúvida o Egito de hoje nada tem a ver com o Egito dos faraós, mesmo levando em conta os poderes quase supremos de Sissi. Ainda assim, os egípcios possuem na sua identidade o histórico das pirâmides, mesmo chamando o país de Misr.

Os iranianos ainda carregam o orgulho de terem sido um dos maiores impérios da história. Até hoje, se você encontrar uma pessoa de origem iraniana em Beverly Hills, ela provavelmente se identificará com persa – dado que são ultra bem sucedidos na sociedade americana, dirão que isso deve às origens.

Israel, claro, é o país dos judeus. Parte do conflito com os palestinos ocorre na Cisjordânia, até hoje chamada por muitos israelenses, especialmente os mais nacionalistas e religiosos, de Judeia e Samaria.

Viaje ao Líbano e o tempo todo verá referências aos fenícios. Alguns libaneses, especialmente os cristãos maronitas, se dizem fenícios, embora não haja ligação direta entre esta religião e a Fenícia. Algumas cidades, como Byblos, carregam tanto o nome fenício como o árabe (Jbeil). O “Copacabana Palace” de Beirute é o Hotel Phoenicia, às margens do Mediterrâneo.

A Síria, por sua vez, possui uma relação mais distante com a Assíria. Os sírios, embora orgulhosos de suas origens, não ficam o tempo todo buscando esta identidade. Normalmente, possuem enorme orgulho de serem árabes. Sim, há os cristãos assírios, que são uma minoria entre os cristãos da Síria, normalmente ortodoxos e historicamente na vanguarda do arabismo.

Ainda temos a Tunísia onde era Cartago.

Já o Iraque, nos tempos de Saddam Hussein, tentou criar uma ligação com a Babilônia, mas que nunca foi bem sucedida.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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