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Time de campanha de Romney é um fiasco capaz de transformar Phelps em capitão Schettino

gustavochacra

02 de agosto de 2012 | 12h12

Eleições nos EUA 2012

 Mitt Romney tem todos os atributos para ser um candidato perfeito para o Partido Republicano. Foi um popular governador do moderado Estado de Massachusetts, organizou uma das mais bem sucedidas Olimpíadas de Inverno da história em Salt Lake City, é visto como um gênio revolucionário no setor de Private de Equity e sua família pode ser um exemplo de união, com uma carismática mulher que superou duas doenças graves.

Além disso, nos últimos dois meses, Romney tem arrecadado mais dinheiro do que o presidente Barack Obama. A taxa de desemprego continua elevada e o PIB luta para se elevar em um país onde a maior preocupação para oito em cada dez habitantes é a crise econômica.

Para vencer, dizem todos os analistas, bastava Romney gastar todos os seus fundos no swing states, como são chamados os Estados sem predomínio Republicano ou Democrata, para criticar o desempenho de Obama na condução da economia.

O problema é que, com tudo a favor, o republicano ainda é superado por Obama nos swing states. Sem vencer nestes Estados, Romney não chegará à Casa Branca. De acordo com pesquisa do New York Times/CBS, publicada hoje, o presidente vence na Flórida, Ohio e Pensilvânia. A ironia é que, nestes três Estados, o número de entrevistados que vê o cenário econômico se deteriorando equivale ao dobro dos que vêem melhoras.

O que explica então o fracasso de Romney em conseguir superar o presidente? Na avaliação dos próprios republicanos, a culpa é da sua campanha, que tem cometido uma série de gafes e está atuando defensivamente. A agenda tem sido dominada pelo time de Obama, a não ser no dia do mês quando anunciam a taxa de desemprego dos EUA.

Por enquanto, a campanha de Romney joga a favor de Obama. Eles parecem ser capazes de transformar um Michael Phelps em um capitão Schettino, do navio Costa Concordia.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra

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