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Tina Brown fala ao blog sobre as mulheres árabes

gustavochacra

22 de novembro de 2012 | 14h46

Tina Brown, editora-executiva de Newsweek e The Daily Beast, trará o Women in the World de NY para SP. Participarão do encontro dia 4, na Casa Fasano, a ex-secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice, a ativista egípcia Dalia Ziada, além de Marilia Gabriela e Xuxa. Abaixo, trechos da entrevista concedida em Nova York para mim e publicada hoje na coluna da Sonia Racy no Estadão.

Por que o Women in the World em São Paulo?

Queríamos reproduzi-lo em outras partes do mundo. São Paulo era local ideal, pois é uma cidade cosmopolita, com grande interesse em questões internacionais. Também tem o Nizan Guanaes, um visionário, que se empenhou em levá-lo ao Brasil.

Um dos focos do evento é o Oriente Médio. Regimes seculares, nos quais as mulheres tinham alguns direitos, têm sido substituídos por governos mais religiosos, embora eleitos. O direito ao aborto na Tunísia, por exemplo, está em xeque. Qual sua avaliação?

Por isso estamos levando a Dalia Ziada, que falará sobre conquistas e perdas das mulheres na Primavera Árabe. Faz tempo que elas buscam mais direitos nesses países. Antes, havia apoio até de figuras como Suzanne Mubarak, mulher do ex-líder egípcio. É importante ver como ficará com os processos de democratização. As mulheres não devem ser deixadas de lado.

Como pode ser vista a aliança dos EUA com a Arábia Saudita, país onde há, praticamente, um apartheid contra as mulheres? Hillary Clinton não poderia fazer mais por elas?

É importante ressaltar como algumas mulheres têm desafiado a proibição para dirigir, por exemplo. As próprias filhas do rei Abdullah têm agido em busca de mais liberdade. E Hillary vem promovendo os valores liberais.

O que acha de a presidente Dilma ter se manifestado, em 2010, contra o direito ao aborto, posição certamente vista como conservadora nos EUA?

Talvez tenha sido por pressão política. Existem muitas forças contra o direito ao aborto. Nos EUA, se Obama não houvesse vencido, talvez o direito ao aborto fosse revertido com novas nomeações na Suprema Corte.

Obama, em sua campanha, não citou uma só vez o Brasil. O que acha disso?

Os americanos, em geral, são ignorantes em relação à América Latina. O Brasil é muito importante, e os EUA deveriam prestar atenção. Mas só sabem falar sobre o Oriente Médio

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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