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Veja 5 motivos para o Hezbollah não responder ao bombardeio de Israel

gustavochacra

26 Fevereiro 2014 | 11h55

Israel bombardeou um carregamento de armas do Hezbollah na fronteira da Síria com o Líbano ontem. O grupo libanês afirmou nesta quarta que irá reagir na hora e lugar que decidir. Provavelmente, esta hora não é agora.

 O Hezbollah entraria em um conflito contra Israel apenas no momento em que achar oportuno. Hoje o grupo teria os seguintes empecilhos para bater de frente com os israelenses

 1. Está envolvido na Guerra da Síria,  onde milhares de seus membros lutam ao lado das forças de Assad

 2. No Líbano, acabou de fazer uma ampla negociação para a formação de um governo de união nacional e evitar uma guerra civil no país. Uma resposta irritaria seus aliados cristãos e, acima de tudo, seus rivais sunitas, hoje parceiros de governo

 3. Não há apoio popular, mesmo entre os xiitas libaneses, para um conflito contra Israel neste momento. Os libaneses, especialmente os xiitas, estão mais preocupados com o crescimento da Al Qaeda (seus maiores inimigos) no país do que com os israelenses

 4. O Irã, em meio a negociações nucleares com os EUA, não quer que um conflito entre Hezbollah e Israel atrapalhe o acordo. E prefere manter o grupo de prontidão para um momento mais oportuno, como no caso de um ataque preventivo de Israel a instalações nucleares iranianas no futuro

 5. Israel está bem mais preparado hoje do que em 2006 e entendeu bem os seus erros naquela guerra. O Hezbollah sabe disso

Claro, sempre pode haver um cálculo errado do Hezbollah. Mesmo em 2006 o grupo talvez não esperasse uma reação de Israel ao sequestro dos soldados israelenses. Mas esta última frase eu escrevi mais limpar a minha barra caso um “cisne negro” aconteça e o Hezbollah decida responder ao bombardeio de Israel

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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