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Você acha que a Copa foi comprada para o Brasil ganhar? Se sim, você está errado

gustavochacra

25 de junho de 2014 | 11h33

A Copa de 2010 não foi comprada, assim como a Copa de 1998 não foi vendida. É óbvio que os jogadores da Espanha não perderam seus jogos contra a Holanda e o Chile porque teriam entregue em troca de recompensa financeira. Perderam porque foram inferiores.

Vocês acham mesmo que o Casillas, com toda a sua reputação de um dos melhores goleiros do mundo, construída em 14 anos de seleção da Espanha e 15 de Real Madrid, tendo sido vencedor da Copa do Mundo de 2010 e das Eurocopas de 2008 e 2012, além de 5 Campeonatos Espanhóis, 3 Liga dos Campeões e um Mundial Interclubes, se venderia e tomaria cinco gols para os espanhóis serem eliminados para facilitar para o Brasil ser campeão? Isso sem falar em quanto ele, com dezenas de milhões de dólares no banco, cobraria – levando em conta que ele seja mau caráter (não é) e aceitasse se vender.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao Xavi, ao Iniesta, além dos italianos Pirlo e Buffon e o inglês Rooney. E o Diego Costa? Lógico, alguém deve achar que ele optou por jogar pela Espanha, sendo eliminado da primeira fase de propósito, em troca de milhões para o Brasil, onde ele tinha a opção de jogar e ser campeão. Por último, claro, temos os jogadores brasileiros de 1998. O Edmundo realmente ficaria calado se os jogadores brasileiros tivessem recebido dinheiro para a França ser campeã. E atletas ultra campeões como Cafu se venderiam… Sério, é ofensivo achar que atletas como Ronaldo, Taffarel e Bebeto entregaram a Copa.

Por último, claro, a Fifa não é ingênua. Melhor passar para a segunda fase os gigantescos mercados costa-riquenho e uruguaio em vez da Espanha e da Inglaterra, que têm apenas as duas ligas mais populares do mundo. Sem dúvida, compraram mesmo, dizem os teóricos da conspiração.

Vamos ser racionais. A Copa não foi comprada e nem sabemos se o Brasil será campeão. Em 1978, realmente o jogo entre Peru e Argentina favoreceu os argentinos (mais informações no livro Hermanos e Nós, que escrevi em conjunto com o Ariel Palacios). Mas em 1998 a França venceu porque jogou e era melhor do que o Brasil. Desta vez, a Espanha, a Itália e a Inglaterra foram eliminadas por uma série de motivos e, caíssem em grupos mais fáceis como o da Argentina ou da França, talvez até se classificassem. 

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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