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Você quer saber como a Síria recebia seus refugiados até 2011? Leia aqui no blog

gustavochacra

06 Setembro 2015 | 17h32

Poucas pessoas sabem, mas a Síria, até seis anos atrás, era uma das nações que mais recebia refugiados no mundo.

Quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003, centenas de milhares de iraquianos, fossem eles cristãos, sunitas ou xiitas, precisaram fugir. Praticamente o mundo todo fechou a porta para eles. Mas foi na Síria que eles conseguiram refúgio, fugindo da guerra que destruiu o Iraque.

Ao todo, em 2010, viviam 1 milhão de refugiados iraquianos na Síria. Seus filhos possuíam direito a educação gratuita. Até 2006, a saúde também era de graça, mas depois o governo sírio impôs algumas restrições – na prática, iraquianos ainda eram atendidos gratuitamente.

Quando Israel bombardeou o Líbano em resposta a ataques do Hezbollah em 2006, centenas de milhares de libaneses buscaram refúgio momentâneo na Síria. Em uma atitude fantástica, os sírios abriram as portas de suas próprias casas para os libaneses terem refúgio.

E os refugiados palestinos, que enfrentam dificuldades em tantos países árabes, antes do início da guerra civil, em 2011, podiam viver na Síria sem grandes problemas e sempre com suporte governo e de entidades internacionais – obviamente, o cenário é completamente distinto hoje.

Hoje, são os sírios que precisam de ajuda.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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