Brasil já é o terceiro maior mercado na aviação mundial

Jamil Chade

12 de dezembro de 2012 | 07h11

Para quem tem a sensação de que os aeroportos no Brasil estão superlotados neste mês de dezembro, a Iata alerta: a situação ficará ainda mais crítica nos próximos anos. Em 2011, o Brasil superou o Japão e se transformou no terceiro maior mercado aéreo no mundo, com o número de passageiros domésticos superado apenas pela China e Estados Unidos. Até 2016, o Brasil deve somar outros 38 milhões de passageiros, com um aumento de quase 40% em comparação a 2011.

Segundo a Iata, graças aos mercados emergentes, o número mundial de passageiros que viajarão em aviões em 2016 será de 3,6 bilhões, 800 milhões a mais que ao final de 2011 e um aumento de 25% em apenas cinco anos. A expansão será em média de 5,3% ao ano.

A grande expansão virá mesmo de rotas domésticas, que levarão 550 milhões a mais de pessoas até 2016. Passageiros internacionais aumentarão em 331 milhões, para um total de 1,45 bilhão de pessoas.

No caso do Brasil, a projeção é de que o País acumulará 118,9 milhões de passageiros domésticos em 2016, ano dos Jogos do Rio.

Pela primeira vez, em 2011, o Brasil passou a ocupar a terceira posição, superando o Japão, país fortemente afetado pelo tsunami. Para 2012, a Iata admite que o Japão poderá recuperar sua posição no ranking, deixando o Brasil para a quarta posição. Mas, até 2016, será o Brasil que se consolidará mesmo como o terceiro maior mercado do mundo, superado apenas ela China e EUA.

Em apenas cinco anos, 38 milhões de pessoas a mais usarão aviões no Brasil para fazer suas viagens domésticas, um crescimento anual de 8%, acima da média mundial. Expansões como a do Brasil ajudarão o número global de passageiros domésticos passar de 1,7 bilhão em 2011 para 2,2 bilhões em 2016.

 

Pergunta

A pergunta que nao quer calar: se a expansão brasileira é tão espetacular, por qual motivo empresas aéreas no País passam por uma séria crise? A Gol demitiu 2 mil funcionários nos últimos meses e deixou de voar cerca de 100 frequências diárias. Com um prejuízo líquido de mais de R$ 1 bilhão nos nove primeiros meses deste ano, a empresa passa por sérias dificuldades. No caso da TAM, a situaçao nao é das melhores. No segundo trimestre, o balanço apontou um prejuízo líquido de R$ 928 milhões.