Brasileiro da ONU desmente que haja provas de que oposição na Síria usou armas químicas

Jamil Chade

06 de maio de 2013 | 10h30

O brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão de Inquérito criada para ONU para investigar crimes na Síria, desmente a versão de que grupos rebeldes sírios usaram armas químicas durante o atual conflito contra as tropas do regime do ditador Bashar Assad. A denuncia havia sido feita no fim de semana por outra integrante da mesma comissão, a suíça Carla del Ponte.

“Dispomos de testemunhos sobre a utilização de armas químicas, em particular do gás sarin. Não por parte do regime sírio, mas dos opositores”, disse Del Ponte em entrevista a uma rádio suíça, na madrugada desta segunda-feira. Segundo ela, “as investigações ainda estão longe de serem concluídas” e, portanto, não se poderia ainda afirmar se Assad utilizou ou não armas químicas.

Na tarde de hoje, Pinheiro emitiu uma nota para esclarecer  que a Comissão “não chegou a resultados conclusivos sobre o uso de armas químicas na Síria por nenhum dos grupos no conflito”. “Como resultado, a Comissão não está em posição de fazer qualquer comentário extra sobre as alegações nesse momento”, disse.

Pinheiro se limitou a insistir que governo e oposição devem ter em mente que o uso de armas químicas é “proibida em todas as circunstâncias”.

O Exército Livre Sírio também negou a acusação de Del Ponte, justificando que se trata de “meras especulações”.

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