Cartolas da Fifa decidem dobrar seus salários

Jamil Chade

21 de junho de 2014 | 20h13

Marco Del Nero e dirigentes da Fifa ganham R$ 440 mil para participar das reuniões da entidade em Zurique

 

RIO – Marco Polo del Nero, presidente eleito da CBF e os demais cartolas da Fifa se deram um aumento de 100% em suas remunerações no início do ano, passando a receber mais de R$ 440 mil por ano para estar presente a cada dois meses às reuniões da entidade em Zurique. As informações são do jornal britânico Sunday Times, que publica hoje mais uma leva de documentos secretos da entidade.

Os cartolas do Comitê Executivo da entidade aprovaram o aumento depois que a auditoria da Fifa chegou à constatação de que os dirigentes não deveriam receber bônus pela Fifa, já que não faziam parte da estrutura que fechava acordos comerciais.

Com a redução dos privilégios, anunciada em dezembro na Costa do Sauipe e que entrou em vigor neste ano, a decisão dos dirigentes foi a de promover um aumento do valor que a entidade os concede a cada ano pelos trabalhos prestados. Os benefícios passaram de US$ 100 mil por ano para US$ 200 mil, sem contar com viagens de luxo, hotéis 5 estrelas e privilégios por onde passam.

No Rio de Janeiro, os cartolas estão hospedados no Copacabana Palace e Joseph Blatter, presidente da entidade, exigiu um tratamento equivalente a de um “dignatário”.

O Comitê Executivo é formado por 24 cartolas das diferentes regiões do mundo e que tomam as principais decisões do futebol mundial. O assento brasileiro no organismo por anos por ocupado por Ricardo Teixeira. Mas, quando o dirigente deixou a CBF, ele também deixou vago seu lugar na Fifa. Del Nero acabou ocupando o cargo.

A Fifa nunca esteve tão rica como agora. A Copa do Mundo no Brasil gerou uma renda recorde de US$ 4,5 bilhões para a entidade. Em apenas dez anos, a entidade triplicou o salário pago a seus 400 funcionários e cartolas, ultrapassando a marca de US$ 100 milhões. O salário de Joseph Blatter, presidente da Fifa, é mantido em sigilo.

Segundo ainda o jornal, cargos de diretores da entidade ganhariam cerca de R$ 2 milhões por ano (US$ 900 mil). Isso incluiria posições como a de Jerome Valcke, secretário-geral, ou Thierry Weil, diretor de Marketing.

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