CBF vai liberar Diego Costa para Espanha

Jamil Chade

05 de outubro de 2013 | 09h56

Zurique – A CBF cede e não vai se opor caso o jogador Diego Costa queira atuar pela seleção da Espanha. A garantia foi dada pelo vice-presidente da CBF, Marco Polo del Nero. Em declarações ao Estado, o cartola indicou que a entidade é “democrática” e que não iria criar obstáculos para Costa. O atacante, que vem surpreendendo diante de seus gols na Espanha, já indicou que quer jogar pela equipe de Vicente Del Bosque.

“A CBF acredita no livre arbítrio” disse. “Se um jogador quer jogar aqui ou ali, não será a entidade que irá dizer não”, afirmou. “Essa é a minha posição e tenho certeza de que é também a posição do presidente (José Maria Marin”, disse. Del Nero esteve esta semana em Zurique para reuniões na Fifa.

A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) divulgou nota há trës dias informando que não pode convocar Costa ontem por enquanto porque a Fifa exigiu documentos complementares sobre a situação do atleta.

O problema é que a Espanha ainda precisa de um certificado da CBF de que Costa não entrou em campo pelo Brasil em jogos oficiais. E isso a CBF ainda não forneceu, levantando suspeitas de que poderia dificultar a ida do atleta para a seleção espanhola.

Em março, o atacante jogou pela seleção contra a Itália e a Rússia. Mas eram apenas amistosos. A CBF questiona o que a Fifa chama de “jogos oficiais” e o técnico Luis Felipe Scolari já demonstrou que não ficaria satisfeito com a situação de ver brasileiros ganhando outras nacionalidades.

Mas a federação espanhola insiste que “o jogador manifestou verbalmente ao técnico espanhol sua intenção de jogar no futuro com a seleção espanhola”. A realidade é que se Costa entrar em campo para um jogo das Eliminatórias da Copa, ele nunca mais poderá atuar pelo Brasil.

O Estado apurou que, para a Fifa, os espanhóis indicaram que “para todos os efeitos, o jogador é espanhol”.

A reportagem foi informada pela Fifa que não irá nem intervir em nome da Espanha para pedir documentos para a CBF e nem agir para desbloquear a situação do jogador. “Não cabe à Fifa coletar os documentos. Isso quem deve fazer é a federação interessada”, indicou a entidade.

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