COI questiona o impacto da desaceleração da economia brasileira nos Jogos de 2016

Jamil Chade

04 de dezembro de 2012 | 10h12

A desaceleração da economia brasileira passa a fazer parte das preocupações dos membros do Comitê Olímpicos Internacional. Reunidos hoje em Lausanne, o COI e a delegação do Rio 2016 discutiram a situação da preparação da cidade.

Uma das perguntas feitas ao presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, foi direcionada justamente sobre a situação da economia brasileira, que passa por uma desaceleração e chamou a atenção internacional. A variação cambial também foi alvo de questionamento, já que isso teria um impacto direto na renda que o COI terá do evento.

O que membros da entidade querem saber é até que ponto a desaceleração poderia afetar as obras e a preparação.

Nuzman teria explicado que, para 2013, a projeção é de um crescimento de 3,5% e que o Banco Central está comprometido em evitar flutuações no câmbio.

Mark Adams, porta-voz do COI, ainda deixou claro que a mensagem ao Rio é a de que “não há tempo a perder” nas obras e que os organizadores precisam agir “com todo o vigor”. Em outras palavras, há não mais como permitir que uma obra sofra um atraso.

As informações fornecidas sobre a reunião de hoje, porém, se contrastam com a explicação que Nuzman deu à imprensa internacional, minutos antes de Mark Adams. Segundo ele, os organizadores da Rio 2016 fizeram sua apresentação aos membros do COI.

Mas, questionado por um jornalista estrangeiro se haviam recebido perguntasdo Comitê Executivo do COI após a apresentação, Nuzman apenas disse: “não”. “Estamos em dia”, afirmou Nuzman. “Foi muito bom. Estamos numa situação muito confortável”, completou.

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