EUA e Rússia chegam a acordo para desarmar Assad

EUA e Rússia chegam a acordo para desarmar Assad

Jamil Chade

14 de setembro de 2013 | 07h51

GENEBRA – EUA e Rússia chegam a um acordo em Genebra para desarmar o regime de Bashar Al Assad em relação às suas armas químicas. Mas deixam em aberto qual seria a punição contra Damasco se Assad não cumprir o cronograma estabelecido.

Hoje, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o chanceler Sergei Lavrov, anunciaram que Assad tem uma semana para entregar a lista completa de seu arsenal. As primeiras inspeções começariam no máximo em novembro e, até meados de 2014, todo o arsenal terá de estar destruído.

Mas se o acordo considerado como histórico foi atingido, russos e americanos deixaram claro que não estão em um entendimento sobre o que deveria ocorrer com Assad. O documento de hoje não prevê o uso automático da força e nem sanções.

Ainda assim, Kerry insistiu que, se Assad não cumprir o cronograma de desarmamento, as violações serão levadas ao Conselho de Segurança da ONU para ser avaliado sob o capítulo que prevê o uso de força.

Mas Lavrov rapidamente afastou essa opção. “Não há nada de automático”, disse. “Nem sabemos se haverá uma violação. Não há como já saber agora qual será a punição”, declarou.

Ao final do encontro, foi Lavrov que comemorou: conseguiu impôr sua proposta e ainda evitou um ataque contra Assad. Não por acaso, ele e a delegação russa rapidamente deixaram os jornalistas para comemorar.