Europa pede “transparência e rapidez” caso haja recontagem de voto na Venezuela

Jamil Chade

15 de abril de 2013 | 07h49

Em declarações nesta manhã em Bruxelas, porta-vozes da Comissão Europeia “tomaram nota” dos resultados eleitorais na Venezuela, mas alertaram que, se houver uma recontagem de votos, ela terá de ser transparente e rápida.

“Tomamos nota do anúncio do Comitê Nacional Eleitoral da vitória do senhor Nicolas Maduro nas eleições presidenciais de ontem”, indicou Maja Kocijancic, porta-voz da Alta Representante de Política Exterior da UE, Catherine Asthon. “A elevada participação de votantes demonstra o compromisso com a democracia do povo venezuelano”, insisitiu.

Mas os europeus alertam que “é importante que o resultado das eleições seja aceito por todas as partes” e também “toma nota do pedido de Henrique Capriles Radonski, de que haja uma recontagem manual dos votos.

“Se o Comitê Nacional Eleitoral decide realizar uma recontagem, confiamos que o fará de forma rápida e em plena transparência, especialmente tendo vistas da “margem extremadamente pequena” da vitoria de Maduro.

Maja apontou ainda que, nas eleições em 2012, a UE já havia pedido que o governo eleito considerasse ampliar suas políticas para abarcar a “toda a sociedade venezuelana para reforçar as instituições do país, além de liberdades fundamentais, a inclusão e o desenvolvimento sustentavel”.

 

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