Finalistas da Bola de Ouro da Fifa: C. Ronaldo, Messi e Ribery

Jamil Chade

09 de dezembro de 2013 | 11h14

Neymar fica de fora, mas disputa lugar na seleção do ano e concorre ao gol mais bonito de 2013. 

 

GENEBRA – Cristiano Ronaldo, Messi e Ribery  são os finalistas em 2013 para receber a Bola de Ouro da Fifa, o troféu de melhor jogador do mundo. O vencedor será anunciado num evento de gala em Zurique em janeiro. Hoje, a entidade revelou o nome dos três candidatos e, pela primeira vez desde 2009, o título que quase havia virado monopólio de Messi pode passar para outras mãos.

A esperança era de que essa fosse a primeira vez também desde 2009 que um brasileiro chegasse à final. A última vez que um brasileiro esteve no pódio foi com Kaká. O meia também foi o último a ganhar o troféu, em 2007.

Neymar ganhou a Copa das Confederações, foi eleito o nome do evento e, no Barça, tem impressionado torcedores e dirigentes por sua rápida adaptação. Se nos últimos anos o brasileiro tem participado da festa de gala da Fifa como mero coadjuvante, desta vez ele queria chegar ao evento como uma das estrelas.

Mas o grandes favorito para tirar o trono de Lionel Messi é Cristiano Ronaldo, o português do Real Madrid que tem tido um ano exemplar. O francês Frank Ribery é outro forte candidato, depois que foi eleito pela Uefa como melhor jogador do ano na Europa, superando tanto Ronaldo quanto Messi.

A única brasileira no pódio uma vez mais é Marta, entre as três melhores do mundo, ao lado da alemã Nadine Angerer e da americana Abby Wambach.

Entre os técnicos, os finalistas são Alex Ferguson, Jupp Heynckes e Jürgen Klopp.

Neymar, porém, poderá sair de Zurique com dois prêmios. Ele é o único brasileiro na lista da seleção do ano. Diego Costa, atualmente espanhol, também faz parte da lista.

Neymar ainda concorre contra Zlatan Ibrahimović e Nemanja Matić pelo troféu do gol mais bonito do ano. O que o garantiu nessa lista foi o gol que marcou contra o Japão pela Copa das Confederações.

Neste ano, a eleição está sendo marcada por polêmicas e acusações. Sem dar explicações, a entidade estendeu o prazo para que técnicos e jogadores pudessem votar. Depois de ser pressionada, a entidade justificou que havia recebido menos de 50% dos votos, o que impediria que a eleição do melhor do mundo fosse validada.

Para críticos da entidade e até para o presidente da Uefa, Michel Platini, a ampliação no prazo tem outra explicação: dar mais uma chance para que Ronaldo ganhe votos. Ele jogou a repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo e, com três gols contra a Suécia, levou Portugal para o Mundial de 2014.

Se não bastasse, ele e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, entraram em choque neste ano. O cartola ironizou em um evento o comportamento do português em campo, o que gerou protestos de torcedores e acusações de que ele teria favorizado a eleição de Messi nos últimos anos.

 

 

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