França e Portugal já calculam prejuízo de uma eliminação da Copa

Jamil Chade

19 de novembro de 2013 | 02h44

A bola vai rolar hoje na Europa, com seleções em busca das últimas vagas. Mas patrocinadores, empresas e federações já começam a fazer seus cálculos sobre os prejuízos que poderiam ter com a eliminação na noite de hoje da França e de Portugal da Copa do Mundo de 2014. Os franceses enfrentam em casa a Ucrânia, mas precisam bater o time de Kiev por 3 x 0 para ir para a Copa. No caso de Portugal, basta um empate com a Suécia. Mas jogando na casa do adversário, não são poucos em Lisboa que temem pelo pior.

Uma eliminação de uma dessas duas seleções – Portugal e França – teria um impacto econômico considerável. A emissora francesa TF1, por exemplo, pagou 250 milhões de euros para ter o direito de transmitir as Copas de 2006 a 2014, além de 4 milhões de euros extras por cada jogo da seleção francesa. Com um eventual fiasco, a empresa já começa a pensar qual seria sua audiência em um Mundial sem a França. A Nike também investiu em 2011 42 milhões de euros para patrocinar o time de Ribery, tendo em vista principalmente a Copa de 2014.

Mas o que preocupa a federação francesa é que vários contratos no valor de 20 milhões de euros que hoje estão em vigor acabam justamente no mês seguinte à Copa do Mundo. Uma eliminação, portanto, significaria que uma renovação desses acordos ocorreria com um volume de dinheiro mais baixo.

Para compensar, a federação prevê que não pagará qualquer tipo de bicho aos jogadores em caso de uma eliminação hoje, o que significaria uma economia de 8 milhões de euros. Os jogadores haviam optado por não cobrar durante os últimos 18 meses, num acordo de que apenas receberiam se fossem ao Brasil para a Copa.

No caso de Portugal, uma eliminação na noite de hoje contra a Suécia de Ibrahimovic poderia fazer com que a economia local deixasse de gerar cerca de 200 milhões de euros. Segundo a escola de marketing IPAM, esse seria o valor de que deixaria de ser gasto em passagens aéreas, restaurantes, bares, compra de camisas e outros itens, além do investimento de empresas em associar seu nome à seleção de Portugal.

Outro fator que também estaria nessa conta é a ausência de Cristiano Ronaldo no maior palco do mundo em 2014. Patrocinado por gigantes como Nike e Herbalife, o português poderia ter seus contratos revistos para baixo a partir de meados de 2014, segundo o estudo.

Quem também chegou a fazer seus cálculos foi o México que, por muito pouco, não fica de fora do Mundial do Brasil. O impacto, segundo a consultoria Mexican Sports Marketing, poderia chegar a US$ 600 milhões em um médio prazo.